sábado, 4 de março de 2017

Avisem pra ele


Avisem pra ele que a vida é maior
Que só Deus que sabe como Deus procede
Que o sonho não dorme e a força não cede
Que o bônus compensa o choro e suor
Avisem pra ele que o mundo é melhor
Que o medo é a força que empurra pra frente
Que quem vence a luta também perde dente
Que não há vitória sem risco e sem dor
Que a fé nos restaura e que sendo o que for
É sempre possível tentar novamente!

Tigre, 04/02/2017.

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Doce feito rapadura

Acredite de com força
Lute com gosto de gás
Mantenha o sangue nos olhos
Deixe as mazelas pra trás
Que tal qual a rapadura
Mesmo a vida sendo dura
É doce e boa demais!


Tigre, 18/02/2017

Meu Flamboyant

















O meu pé de flamboyant
Me ensina todo ano
As fases de um amanhã
Que fazem parte dum plano
Meu flamboyant quase humano
Vai do auge aos dissabores
E sem se queixar das dores
Ano a ano me comove
Mês a mês, murcha por nove
E por três explode em flores!


Tigre, 18/02/2017

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Trevas em que nos metemos


Quando o igual do dia-a-dia estiver te levando pra um situação tão banal quanto ver gente morta no jornal do meio-dia; quando a mesmice do “tudo igual” mostrar-se sanada e restabelecida e a pereba do sonho já não te proporcionar aquela coceirinha boa; quando todo o esforço do mundo parecer pouco e o futuro aparecer sorrindo da sua incapacidade de alterá-lo; quando o “é agora!” tiver seu lugar tomado pelo “e agora?”; quando qualquer tanto servir de encanto, mas o pranto cair por todo canto; enfim, quando o mundo alcançar o objetivo de podar a sua força:

Lembrem que Deus nos criou
Imperfeitos, incompletos
Deus fez as cordas vocais
E o homem os alfabetos
Ele escreve em linhas tortas
E as vezes fecha portas
Para que NÓS encontremos
Nossa força pra lutar
E a fé pra iluminar
Trevas em que nos metemos!

Pilar, 13/02/2017

Origem e Raizes
















Sempre tive meus heróis em casa: um pai batalhador e um avô autodidata. Um pai empreendedor e um avô boêmio. Pés bem fincados no chão, mas no “Costa” um par de asas. Um caminhão de tijolos pra descarregar e uma radiola tocando bolero no final da tarde. Graxa num fusca de corrida na garagem e um quartinho, nos fundos da casa, cheio de vinis esperando pelos cuidados de uma flanela. Um pai mostrando o valor do trabalho e um avô, sentado numa cadeira de balanço, distribuindo pipoca pra meninada na rua (pura generosidade na sua forma mais crua).   

Do que carrego no peito, essas são as diretrizes. Só sinto orgulho e respeito por meu passado e origem. Pela contramão do tempo, mantenho minhas raízes.

“Vô” viu um mundo sem teto,
Pai construiu com suor.
Na qualidade de neto,
Luto pra não ser menor.

Minha meta nunca foi juntar riqueza sem fim, minha meta é que um dia pai tenha orgulho de mim e que meus filhos aprendam a também pensar assim.  

Tenho origem e raízes. 

Pilar, 13/02/17

Não fosse pra ser feliz


Tenha calma, minha alma,
Não nasci sabendo tudo
E o mundo onde caí
Não é feito de veludo!

Entre topadas e tapas,
De pouquinho, a pele engrossa,
A emoção cria capas
E a vida se adoça.

Amanhã não é pra ontem.
Tenha calma! Tenha calma!
Uma vida de aplausos
Se ganha de palma em palma!

Entre suspiros febris
A gente segue aprendendo.
Não fosse pra ser feliz,
Não estaríamos sendo!


Pilar, 24/05/2014.

Timbaubense com Orgulho


Eu sou filho do nordeste
E por mais que gire o mundo
Meu peito cabra da peste
Não esquece um só segundo
Do forró de pé de serra
Do cheiro da minha terra
Da canjica, o munguzá
E do beijo da morena
Linda flor de açucena
Que só existe por lá! 

Eu sou da terra da cana
Do terreno mais fecundo
Da mata pernambucana
Que açucarou o mundo
E por mais que bata esteiras
Pelas terras estrangeiras,
Sempre hei de ser um fruto
Que pedrada não derruba:
Sou fruto de Timbaúba,
Com orgulho, sou matuto!

Pilar, 07/01/2014

Saudade em Buenos Aires


Ahhh meus amigos... essa saudade e seu crivo: se ela não mata a gente, deixa o corpo, o peito e a mente em estado vegetativo.

Sinto saudade de tanto, que vez em quando, por nada, a saudade apenas toca e a alma é derrubada.

A gente aprende de fato o sentido da saudade, quando - peibufe! – uma imagem, a nossa memória invade e os olhos desobedecem o que manda a vaidade.

Quer saber o que é saudade, faça como um dia eu fiz: Vá correr atrás de um sonho e deixe esperando a vida que te fazia feliz.

Mas não mal queira a saudade, pois não há saudade à toa. Saudade que não ensina, revive uma coisa boa. A saudade é feito um filme, feito em primeira pessoa!

Tigre, 04/12/2015

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

De orelha a orelha


Nunca deixe de sorrir
Pise bem fora da linha
Deixe que os pés-de-galinha
Impeçam os olhos de abrir
Sorrir é se explodir 
Na mais brilhante centelha
Quem sorri se assemelha
A Deus quanto ao seu encanto.
Sorria de canto a canto
E de orelha a orelha!

Abra bem grande seu riso
Independente que ostentes
Na banguela um par de dentes
Não deixe a falta dum sizo
Inibir qualquer sorriso
Onde e quando der na telha
Gargalhe sem ter parelha
Alto feito um pai de santo
Sorria de canto a canto
E de orelha a orelha!

Tigre, 13/02/17

Galega de sonho


Minha galega de sonho
Desde que te encontrei
Que, vez em sempre, suponho
Que nunca me acordei...
Se sonhar não for assim
Então eu nunca sonhei!

Pilar, 13/02/17

Gostar por dois


Gosto de você por dois
E mais por te ver a esmo
Cometendo o ledo engano
De não gostar de si mesmo

Pilar, 13/02/2017.

Minha Lua


Nunca mais eu fui à rua
Pra correr atrás de estrelas
Se já tenho a própria Lua
Por que iria querê-las?


Pilar, 13/02/2017

domingo, 12 de fevereiro de 2017

Helena I

Meu facho de azul de céu
Nuvem mais algodoada
Des´que Deus te anunciou
Qu´eu escuto a passarada
Compondo as canções da trilha
Que alumbrarão pai e filha
Pelo resto da estrada!

Tigre, 12/02/2017.

sábado, 11 de fevereiro de 2017

Inquietude

Deus pôs sonhos no meu peito
Força em minha juventude
Banhou de amor o meu jeito
E encheu de inquietude,
Sendo assim mais que direito
Faz parte do meu sujeito
Lutar pelo o que não pude!

Tigre, 11/02/2017

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Velho empenho

Reativando o espaço depois de mais de 3 anos de seca poética:

De que vale churrascos na varanda
E uma vista pr´um lago com veleiros?
De que vale na conta alguns dinheiros?
De que vale ter tudo que demanda?
De que vale sem ser o que comanda
A benesse da vida que se vive?
Que um status nunca me adjetive
E o amor volte a ser o meu empenho.
Eu não sei dar valor ao que hoje tenho,
Porque fui mais feliz quando não tive!


Buenos Aires, 03/02/2017.

sábado, 26 de outubro de 2013

Nossa mãe quando erra

 
 
Timbaúba, eu fui embora
Porque tu não deste escora
A outro filho da terra.
Mas minha lembrança é boa,
Pois que filho não perdoa
A sua mãe quando erra?!
 
Pilar, 25/10/2013.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

A uva e a taça











Ser humano não é dom
Tente não falar e faça
O que faz um vinho bom
É a uva e não a taça


Pilar, 22/10/2013.

Hoje não













Hoje não quero pensar
Hoje não quero sentir
Hoje só quero parar
Deitar e poder dormir

Pilar, 22/10/2013.

domingo, 20 de outubro de 2013

Contagem Regressiva













É duro explicar ao peito
Em contagem regressiva
Que dar tapas no relógio
Não é uma alternativa
 

Pilar, 20/10/2013.

Vá, pode ir...
















Hoje sei o que machuca
Muito mais que se iludir...
É gostar de alguém ao ponto
De dizer: Vá, pode ir!


Pilar, 18/10/2013.

Nunca terás vizinha

 













Se, de fato, você crê
Que nasceu pra ser sozinha
Fique em meu peito e vais ver
Que nunca terás vizinha! 


Pilar, 18/10/2013.

Relógio parado













Não venha a pensar que eu
Faço o tipo exagerado,
Pois não te quero pra sempre...

Me bastam quinze minutos
Em um relógio parado.

Pilar, 15/10/2013.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Sim, Não, Talvez...













Talvez não seja por medo
Que ouvi minha cabeça
Talvez o meu coração
Saiba que não te mereça!

Pilar, 17/10/2013.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Nada eu veria













Sei que tu vives dizendo
Mas não vejo nada errado
Em você amanhecendo
Com o olho remelado
Sei que tu vives com zelo
Pr’eu não ver o teu cabelo
Quando amanhece o dia
Mas, moça, com teu abraço
Nem se te falte um pedaço
Nem assim, nada eu veria!

Pilar, 14/10/2013.

Foi do meu pai que herdei


Foi do meu pai que herdei
Esse jeito meio doido
De ser um tipo normal.

Desde o dia em que nasci
Foi vendo ele que vi,
Quando o mundo se revolta,
Que mesmo estando no chão
Com fé e dedicação
Podemos bater de volta.

Meu pai, já desde bem cedo,
Me ensinou que o medo
É relativo demais...
E que com uma careta
Qualquer boi-da-cara-preta
Para e dá um passo atrás!


Buenos Aires, 11/08/2013.

A estrada segue em frente


A estrada segue em frente
Entre curvas e ladeiras
Resta levar com a gente
Apenas coisas maneiras,
Como um leve amor que voa,
Uma saudade da boa,
Um apreço, uns bons pantins...
E pra seguir sempre mais
Devemos deixar pra trás
O peso das coisas ruins!


Belo Jardim, 09/06/2013.

Feito os passarinhos


Nasci feito os passarinhos
Inventando meus caminhos
Nos jardins, entre os espinhos,
Sem medo de me arranhar
Meu mundo não tem telhado
Meu lar é por todo lado
E mesmo sendo caçado
Nunca deixo de cantar!


Belo Jardim, 01/07/2013.

Foi, não foi, eu já nem vivo

 
Foi, não foi, eu vejo um brilho
Do olhar dos olhos dela
Quando olho o sol brilhando
Entrando pela janela

Foi, não foi, eu ouço um riso
Rindo naquele sotaque
Que deixava o meu juízo
Na “peinha” d’um ataque
 
Foi, não foi, eu chega sinto
Que senti de novo o cheiro
Dos poros do corpo dela
Na fronha do travesseiro

Foi, não foi, eu chega viro
Quando noto alguém passando
Com aquele andar “nem venha”
Com que ela andava andando

Foi, não foi, me sinto um doido
Caçando no “mêi” do mundo
Qualquer coisa que anime
Meu coração moribundo

Porque “des’qu’ela” se foi
Que meu ser não tem motivo
E quando eu não penso nela
Foi, não foi, eu já nem vivo!

Pilar, 13/10/2013.

Dois reais de confeito


Não sou nada especial
E quem vê logo descobre
Porém nutro aqui no peito
Um "não-sei-quê" meio nobre
Que tem o mesminho efeito
De dois reais de confeito...
Na mão d'um menino pobre!
 
Belo Jardim, 28/06/2013.

De porta aberta


Tirei esse “amor dos sonhos”
De vez da minha cabeça
Não busco reconhecê-lo
Nem qu’ele me reconheça
Mas durmo de porta aberta
Pois vai qu’ele me apareça! 


Belo Jardim, 13/03/2013.