terça-feira, 20 de maio de 2008

Conficção de amor



Neste mundo eu fiz muitas besteiras
Tentando me esconder da realidade
Me fiz moleque e sem maturidade
Achando ser a forma derradeira
De suprimir do mastro a bandeira
Que hasteada balançava aos ventos
Tentei censurar os meus sentimentos
Calar os gritos do meu coração
Mas se hoje perguntarem digo: não,
Viver sem a amar eu não agüento!

Agora, eu faço isso em pensamento
Lembrando dos momentos que passamos
Das coisas que juntos nos ensinamos
Das coisas que nunca compreendemos.
Naquele dia em que nos conhecemos
Eu via ali brotar em minha frente
A mais bonita e a mais reluzente
Das flores que o criador já fez
E que roubou a minha sensatez
Deixando-me esse coração demente.

É pena que ela já não me veja
Que não me queira mais em sua história
Que tenha feito de mim a escória
Me dito que não sou o que almeja
Talvez até correta ela esteja
Em humilhar um ser tão condenável
Mas eu, mantendo a face imutável
Aceito que assim seja sua vontade
Sem garantir-lhe a reciprocidade
Tomado por um amor inelutável!

João Pessoa, 20/05/2008.

2 comentários:

Tálita disse...

achei lindo x)~

vitoria disse...

Deu até pena....
Mt bonito ms!