sexta-feira, 1 de abril de 2011

Auto-retrato de um Poeta doido



Sou um doido matutando
Cá nos pensamentos meus
Se a Lua no céu brilhando
Não seria, contra os breus,
O candeeiro que Deus
Acende e bota no espaço
Pra jogar luz no terraço
Do olhar dos sonhadores;
Outros doidos torcedores
De um mundo menos devasso!

Sou um doido e ao mesmo passo
As estrelas, todas elas,
Assumem no seu regaço
A função da luz de velas;
Faiscando mais singelas,
Pontilhando o firmamento
Que alumia o pensamento
Desse doido que, a granel,
De noite admira o céu
Mergulhado em seu alento!

Sou um doido em tratamento
Pra ficar mais doido ainda,
Que a doidiça é um acalento:
Deixa a vida bem mais linda!
Minha poesia brinda
E bebe dessa doidiça
De ser doido, que se atiça
E viaja doidamente
Nos quase nada que a mente
Não enxerga por preguiça!

João Pessoa, 01/04/2011.

Um comentário:

Roserlei disse...

Olá menino poeta Jessé!

.......num mundo em que muitos vivem...e outros tantos teimam....

Sou uma doida que ....
"De noite admira o céu
Mergulhado em seu alento!"
Abraço