sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Borracho

Enche o copo, por favor,
Preciso me embriagar
Quero matar essa dor
Antes dela me matar...
Não deixe o copo secar
Tal e qual meu coração
Murcho desde a audição
Da frase que o condenou
O som do “tudo acabou”
Endoidou minha razão...

Bebo e o copo é minha dor
Que parece não ter fim
A cada gole que eu dou
Alguém o enche pra mim
Mas não vai ser sempre assim
Vou todos copos secar
E a minha dor vai cessar
Num sorriso embriagado
Atônito, amarelado
Antes de enfim desmaiar...

João Pessoa, 20/11/2009.

3 comentários:

Roserlei disse...

Sr. Poeta Jessé

...tão longe ...tão perto...me vendo...
...leitor de almas....
... não acabou....nem começou...é um imenso sonho inacabado.
..você tem que reescrever esse poema...
LINDO!!!!!!
Abraço.

Roserlei disse...

Poeta Jessé...boa tarde!
Poeta Jessé....menino capaz..

Lindo poema....
tão longe...tão perto...me vendo..
leitor de almas.
...nada acaba...tudo renasce num sonho que vai perpetuando a nossa capacidade de sobreviver ouvindo OS NÃOS DA HISTÓRIA DA VIDA.
Abraço.

welma disse...

bonito de ler, não de sentir!
cura isso logo, é ruim te ver assim
;p

se cuida poeta!
bju pra tu