quinta-feira, 11 de março de 2010

Fulô do Flamboyant



Oh fulô do Flamboyant!
Enfim tu desabrochaste;
tão rubra, porém tão sã,
que o caos do dia acalmaste!

E quem passa nesta praça,
ao te ver, logo já sente
todo torpor que transpassa
do teu encarnado ardente!

Já tu (Oh linda fulô!),
nos olhares, perseguida;
acentuas tua cor,
de vergonha, enrubescida!

Mas, fulô do flamboyant,
não se ponha envergonhada
por ser a fulô terça,
no outono, tão sonhada!

Pois logo o triste inverno,
teu vigor, irar ceifar
até que volte o outono
pra, de novo, de pintar!

E eu aqui sabendo disto,
com o coração na mão,
rogo-te e peço o visto
da tua compreensão!

Peço-te, sem hesitar,
linda flor do Flamboyant:
Deixe eu viver a te olhar
enquanto houver amanhã!

João Pessoa, 11/03/2010.

2 comentários:

Roserlei disse...

...minino Jessé ...você é perfeito...

...muito lindo esse seu poema...
...Deus cuide de sua LUZ...
Abraço...

Roserlei

Ana disse...

O poeta mais mais pra falar da fulô do flamboyant =))

*lindaaaa!! =***