terça-feira, 6 de abril de 2010

Na mansão que a rosa vive



Não me dê tanto carinho;
não cuide tão bem de mim;
não me faça este charminho;
não fale baixinho assim;
não me lance estes sorrisos;
não me dê tantos motivos;
por favor, não me cative;
pois é certo minha queda,
que o espinho não se hospeda
na mansão que a rosa vive!

Seu olhar é fascinante,
seu sorriso me enfeitiça
e a sua voz ressoante
piora minha doidiça.
E se eu seguir te gostando
vou estar me aventurando
onde ninguém sobrevive,
vou pular sem pára-quedas,
que o espinho não se hospeda
na mansão que a rosa vive!

Mas acho que vale o pinho
tentar te fazer feliz;
pois, se hoje sou espinho,
ser flor um dia eu já quis
e eu vou me empenhar
pra o amor, de mim, gostar
e que assim me adjetive
em algo que te arremeda,
que o espinho não se hospeda
na mansão que a rosa vive!

João Pessoa, 06/04/2010
Mote de João Paraibano

Glosas de Jessé Costa

Um comentário:

Roserlei disse...

...minino...poeta....grande JESSE

...QUE lindoooooooooooooooo!!!!!
A POESIA É QUE SUAVIZA A MINHA ALMA.Faz rir ...faz chorar!
Abraço