terça-feira, 5 de outubro de 2010

O Bêbado e a Catrevagem



Nunca jogue seu sorriso
No meio da multidão
Muito menos pisque um olho
Sem apontar direção
Pois uma coisa é verdade
Diz a probabilidade
Que com desvio-padrão
A chance tá na metade
De chegar numa beldade
Ou numa mulher dragão!

Também não deixe que o álcool
tire sua sanidade
Pois a merda que se faz
Fica pra posteridade
E não vai adiantar
No outro dia falar
Que não lembra nem metade
Muito menos inventar
Que fez pra exercitar
O bem e a caridade!

Digo isso por Cornélio
Um cabôco abestalhado
Que se espalhou num show
Sorrindo pra todo lado
Até quando de repente
Parou bem na sua frente
Um chupa-cabra chupado
Com um olho pro poente
Outro olho pro nascente
E um riso desdentado!

E o dito alucinado
Atracou-se nesse cão
No meio de todo mundo
Tome beijo e pegação
Era aquela extravagância
Que olhando dava ânsia
Alergia e comichão
E nisso só por vingança
Um bebum dizia: avança,
Desce mais a tua mão!

Pois depois dessa ação
Desse ato inconseqüente
Sem falar do seu sumiço
Com a princesa sem dente
Desculpe se é preconceito
Mas Cornélio foi eleito
Como o bebo mais valente
E eu digo sem despeito
Eu acho mesmo é bem feito
Por beber mais que a gente!

João Pessoa, 05/10/2010.

Um comentário:

mayara disse...

Adorei!!
Dei altas gargalhadas!!!
muito legal e engraçada