sábado, 6 de novembro de 2010

No cabaré das Formigas



Maria gritou: - José,
Acode aqui no quintal
Que isso só pode ser
Outra guerra mundial!

- Olha nêgo, espia mesmo
Arrepare o chão todinho
Pra todo canto que olho
Eu só vejo soldadinho

- Mas Maria, minha flor,
Soldadinho não se intriga
É o único soldado
Que nunca se mete em briga.

Eles são uns bichos mansos
Com o mundo apaziguados
É bicho que não faz guerra
Bem dizer nem são soldados

E se eles tão no chão
Não carece qu’eu lhe diga:
- Devem tá tomando uma
No cabaré das formiga!

João Pessoa, 06/11/2010.

2 comentários:

FARMACÊUTICO - POETA disse...

MUITO BEM POETA!!! BONITO VERSO

Anônimo disse...

Muito bom mesmo!